Arte e Cultura,  Comportamento

O amor está no ar

Aproveite nossas dicas de 10 filmes românticos para ver no Dia dos Namorados

 

Na maioria das datas comemorativas, é comum que restaurantes e outras opções de lazer estejam superlotados ou com longas filas de espera. Para fugir das multidões, não há nada melhor do que curtir uma noite intimista no conforto de casa. Para complementar a programação dos casais apaixonados (ou de quem ainda procura por um grande amor), selecionamos alguns filmes perfeitos para assistir no friozinho de junho, embaixo dos cobertores, de preferência com uma pipoca nas mãos e alguém especial do lado.

 

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (2004)

Estrelado por Jim Carrey (em surpreendente atuação dramática) e Kate Winslet (conhecida por outro grande romance, Titanic), o filme mistura elementos surreais com uma pitada de ficção científica. A história acompanha o romance entre Joel e Clementine, um casal que se conhece e se apaixona de maneira inusitada, mas depois de algum tempo acaba se separando. Os problemas aparecem quando Joel resolve testar uma nova tecnologia que permite apagar certas memórias. O que ele não imagina é que fazer a amada realmente desaparecer de seus pensamentos não será tarefa das mais simples. O filme foi dirigido por Michel Gondry e recebeu o Oscar de melhor roteiro original.

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (2004)

 

Nasce uma Estrela (2018)

O romance dirigido por Bradley Cooper, que protagoniza o filme ao lado de Lady Gaga, rendeu à cantora seu primeiro Oscar (pela canção original, Shallow), além de ser indicado em sete outras categorias. A história é um remake, já tendo sido adaptada para o cinema três vezes anteriormente, mas impressiona pela excelente atuação da dupla protagonista e também pela qualidade sonora. É impossível não se envolver com a paixão avassaladora de Jack, um músico famoso, mas com muitos vícios, e a talentosa aspirante a cantora Ally. Fica a dica: prepare seu lencinho, porque qualquer pessoa minimamente sensível acaba se emocionando com o desfecho da trama.

Nasce uma Estrela (2018)

 

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)

Visualmente encantador, o longa francês foi indicado a cinco Oscars e conta com uma cinematografia impecável, que amplia a atmosfera fantástica da história. Com delicadeza e bom humor, o filme de Jean-Pierre Jeunet acompanha o dia a dia da jovem, tímida e solitária Amélie (interpretada por Audrey Tautou), uma garçonete parisiense que faz o possível para ajudar todos ao seu redor. Ela só não consegue ajudar a si mesma, já que cultiva uma paixão platônica por Nino (Mathieu Kassovitz), um rapaz peculiar que coleciona fotos. A beleza da história está em mostrar que o amor reside nos pequenos gestos.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)

 

Antes do Amanhecer (1995) / Antes do Pôr-do-Sol (2004) / Antes da Meia-Noite (2013)

A trilogia (conhecida como Before Trilogy e dirigida por Richard Linklater) acompanha a longa história de amor entre Jesse e Celine (interpretados por Ethan Hawke e Julie Delpy). No primeiro filme, o jovem estudante norte-americano conhece a garota francesa em um trem. Os dois engatam uma conversa interessante, que faz com que ambos desembarquem em Viena, na Áustria, e passem uma noite juntos. O mesmo elenco e diretor se reencontraram nove anos depois para gravar o segundo filme, no qual Jesse e Celine se reencontram em Paris. Novamente, passam um dia juntos, conversando e dando continuidade ao romance iniciado quase uma década antes. A trilogia se fecha com um terceiro reencontro do casal, já em seus 40 e poucos anos, tentando reacender o romance em um passeio por uma charmosa vila na Grécia. Além dos locais incríveis e das atuações da dupla protagonista, os três filmes se destacam pelos diálogos poderosos – revelando as diversas fases de um amor que sobreviveu ao tempo e aos contratempos da vida.

Antes do Amanhecer (1995)
Antes do Pôr-do-Sol (2004)
Antes da Meia-Noite (2013)

 

(500) Dias com Ela (2009)

Com direção de Marc Webb, o filme acompanha os altos e baixos do romance entre Tom (Joseph Gordon-Levitt) e Summer (Zooey Deschanel). Tom é um arquiteto que trabalha escrevendo mensagens em cartões comemorativos e conhece Summer quando ela é contratada como a nova assistente de seu chefe. Depois de descobrirem que têm um gosto musical semelhante, os dois acabam se apaixonando – embora ela diga que não acredita no amor, mas ele sim. O romance se torna um pouco mais sério e os dois passam alguns meses juntos, até que o namoro começa a enfrentar problemas. Por fim, eles terminam, mas Tom não consegue superar o coração partido e sonha em recuperar o amor da ex. O longa tem uma narrativa fragmentada e vai passando por diversos momentos marcantes do relacionamento, mudando o aspecto visual das cenas de acordo com o estado de espírito do protagonista.

(500) Dias com Ela (2009)

 

Me Chame pelo seu Nome (2017)

Indicado a quatro Oscars, tendo vencido o de melhor roteiro adaptado, o romance acompanha o despertar para a maturidade de Elio (Timothée Chalamet). De férias com os pais em uma casa de campo na Itália, o adolescente francês conhece o universitário americano Oliver (Armie Hammer), envolve-se com a personalidade vibrante do rapaz e descobre uma nova faceta da própria sexualidade de maneira poética. A paixão avassaladora de Elio é apenas parcialmente correspondida, mas deixa marcas profundas em sua maneira de ver o amor. Ambas as atuações são extraordinárias e a direção delicada de Luca Guadagnino torna o filme uma verdadeira obra de arte.

Me Chame pelo seu Nome (2017)

 

Para Todos os Garotos que já Amei (2018)

Uma opção de entretenimento leve e descontraída disponível na Netflix, o longa ganhou enorme popularidade entre o público jovem e se tornou um dos mais assistidos no canal de streaming no ano passado. Adaptada por Susan Johnson do romance de Jenny Han, a comédia romântica conta a história de Lara Jean (Lana Condor), uma adolescente sonhadora que se depara com o pesadelo de qualquer menina: as cartas que escreveu para os cinco garotos por quem se apaixonou platonicamente acabam parando, de maneira misteriosa, nas mãos de cada um deles. Tentando desfazer as confusões criadas pelas cartas – uma das quais destinada ao namorado de sua irmã mais velha – ela faz um acordo com Peter (Noah Centineo), para que os dois finjam estar namorando. A amizade evolui e Lara Jean precisa decidir com qual dos “garotos que já amou” ela realmente quer ficar.

Para Todos os Garotos que já Amei (2018)

 

Diário de uma Paixão (2004)

Um verdadeiro clássico dos filmes de amor contemporâneos, o longa dirigido por Nick Cassavetes elevou ao estrelato seu casal protagonista, os talentosos Ryan Gosling e Rachel McAdams. Eles interpretam Noah e Allie, dois jovens que se apaixonam perdidamente nos anos 1940, mas são separados pela família da moça. Ela é herdeira de um rico fazendeiro norte-americano, ele é apenas um pobre trabalhador braçal. Intercalando duas épocas distintas, a história mostra que Allie nunca esqueceu seu primeiro amor e escreveu para Noah durante sete anos, mesmo sem obter resposta. Quando os dois se reencontram, os sentimentos retornam com intensidade ainda maior.

Diário de uma Paixão (2004)

 

Romeu + Julieta (1996)

O clássico romance de William Shakespeare foi adaptado para os tempos modernos pelo cineasta Baz Luhrmann, com linguagem visual ousada e trilha sonora pop. Leonardo DiCaprio é Romeu, um rapaz impulsivo que se apaixona perdidamente por Julieta (Claire Danes), filha do principal rival de sua família. Eles vivem uma breve, porém intensa, história de amor, retratada de maneira dinâmica e envolvente pelo cineasta – o que equilibra a linguagem rebuscada dos diálogos da peça, cuja originalidade foi mantida. Atualizado, o conflito entre os Capuleto e os Montéquio se torna ainda mais sangrento e dramático, potencializando o final trágico dos jovens amantes.

Romeu + Julieta (1996)

 

Lisbela e o Prisioneiro (2003)

Não poderia faltar um filme brasileiro nesta lista. Dirigido por Guel Arraes, o longa de época se passa em uma pequena cidade do Nordeste, quando o aventureiro Leléu (Selton Mello), conhece a ingênua Lisbela (Débora Falabella), uma mocinha apaixonada por filmes de Hollywood. Ela está noiva de outro homem, por isso o protagonista precisa usar sua esperteza e carisma para conquistar o amor da jovem, superando todos os obstáculos que se interpõem em seu caminho. Em uma trama que envolve paixão, bravura e muito bom humor, o romance é um retrato pitoresco de personagens com apelo universal. Como a própria Lisbela diz: “A graça não é saber o que acontece. É saber quando acontece e como acontece”. Assim como o destino desses dois apaixonados, o amor é imprevisível, mas às vezes acaba tendo um final feliz.

Lisbela e o Prisioneiro (2003)

 

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