Economia e Mercado,  Tecnologia

Tecnologia na construção civil

Inovações tecnológicas trazem soluções criativas para o mercado imobiliário

 

Morar bem é uma questão de investimento. Para garantir cada vez mais conforto, eficiência e segurança em casas e apartamentos, a indústria da construção civil tem incorporado novas tecnologias em seus processos. A ideia é tornar os imóveis cada vez mais funcionais, garantindo praticidade e autonomia aos proprietários, além de processos mais rápidos e seguros – antes, durante e depois das obras.

Essa verdadeira revolução tecnológica tem como objetivo desenvolver novos materiais e técnicas construtivas, criando soluções que agreguem funcionalidade, eficiência e sustentabilidade às construções. Drones e outras inovações da robótica, por exemplo, com modernas ferramentas e aplicativos – inclusive de realidade aumentada – já têm contribuído para agilizar procedimentos e evitar riscos em obras nos mais diversos países do mundo, inclusive no Brasil.

 

Concreto autorregenerante

O bioconcreto foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, tendo sido indicado ao European Inventor Award. O material possui, em sua composição, uma bactéria capaz de produzir carbonato de cálcio. A bacillus pseudofirmus age em contato com a água e o oxigênio, selando fissuras assim que elas começam a surgir no concreto – tanto em edifícios quanto em estradas. Embora ainda esteja em fase de testes, uma construção já foi erguida usando esse produto, para monitoramento pelos cientistas por um período de dois anos.

Outra inovação que encontra aplicações na indústria da construção civil é a nanotecnologia, viabilizando a produção de materiais mais eficientes e resistentes. Exemplos disso são os nanotubos de carbono, introduzidos na fabricação de concreto ou de cimento, com a função de atuar como cabos de aço – mas em escala nanoscópica. Essa tecnologia no material aumenta consideravelmente sua resistência e segurança.

A composição do concreto autorregenerante inclui uma bactéria que produz carbonato de cálcio

 

Vidros autolimpantes

Os avanços na nanotecnologia também levaram ao desenvolvimento de vidros autolimpantes. Esse material futurista utiliza os raios ultravioleta e a água da chuva para manter as superfícies limpas, permitindo praticidade e sustentabilidade na sua manutenção. Isso porque é revestido com uma camada ultrafina de dióxido de titânio, que reage com os elementos externos e gera moléculas que atacam os materiais orgânicos presentes no ambiente.

Vidros que se tornam bloqueios para a radiação solar e a luminosidade excessiva também são uma opção para quem busca soluções tecnológicas em sua casa. Esse tipo de material permite a entrada de luz, mas retém parte do calor e do brilho que provoca ofuscamento. A sensação, do lado de dentro, é de estar na sombra, mas sem a necessidade de cortinas.

Comparação entre um vidro comum e o material autolimpante

 

Tinta que capta energia

A busca por fontes renováveis de energia tem se tornado cada vez mais recorrente na construção civil. A vantagem é que a captação desses recursos em breve não será realizada somente por meio de painéis solares fotovoltaicos, mas pelo desenvolvimento de tintas revolucionárias, capazes de gerar energia limpa.

Um material inovador, desenvolvido por pesquisadores do Royal Melbourne Institute of Technology, na Austrália, combina óxido de titânio com sulfeto de molibdénio sintético. Essa composição faz com que a tinta absorva o vapor d’água presente no meio ambiente e quebre suas moléculas, gerando hidrogênio – que pode então ser armazenado e utilizado como fonte energética. Um produto semelhante está sendo desenvolvido nos Estados Unidos, porém essa tinta atua por meio de nanopartículas para captar a energia do sol.

As tintas do futuro serão capazes de captar moléculas de água e transformá-las em energia limpa

 

Casas impressas em 3D

Embora a tecnologia de produção com impressoras 3D seja mais comumente utilizada para objetos bem menores do que uma casa ou prédio, algumas empresas de robótica já estão trabalhando para aplicar essa tecnologia na construção civil. Entre elas se destacam a norte-americana Apis Cor, a australiana Fast Brick e a brasileira Inovatec House 3D. Nos Estados Unidos, esse tipo de impressão já é utilizado para reparar fissuras em rodovias e também como auxílio na construção de pontes.

O fato é que essas descobertas inovadoras estão inspirando profissionais da construção civil a utilizar a tecnologia em favor da sustentabilidade, do conforto e da funcionalidade. No contexto em que vivemos, essa é uma das indústrias que mais podem se beneficiar dos dispositivos tecnológicos, dando origem a técnicas e produtos que lembram as mais extraordinárias histórias da ficção científica.

Exemplo de casa impressa em 3D, nos Estados Unidos

 

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