Especial | Bairros

A dinâmica e versátil Avenida Paulista

Verdadeiro marco de São Paulo, a principal avenida da cidade é um local de encontros, negócios, lazer e entretenimento

 

Um dos grandes pontos turísticos da capital, a Avenida Paulista é também referência no que diz respeito a comércio, serviços e atividade culturais. Além de inúmeras opções de lazer e entretenimento, abriga um importante polo econômico e financeiro. Ela está localizada em uma das regiões mais elevadas de São Paulo, o chamado Espigão da Paulista, com fácil acesso aos melhores bairros da cidade. Por isso, morar nas proximidades dessa avenida tão versátil é, com certeza, um grande privilégio.

Entre os principais destaques da Avenida Paulista estão o Conjunto Nacional (projetado por David Libeskind, foi o primeiro complexo multifuncional da cidade, com uso comercial e também residencial), o MASP (cartão-postal de São Paulo, projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi) e o Parque Trianon (um refúgio verde em meio à metrópole, com esculturas de artistas como Victor Brecheret e Luigi Brizzolara).

 

Conjunto Nacional, um dos pontos de maior circulação de pessoas na Avenida Paulista

 

Japan House, um dos destaques culturais da Avenida Paulista

 

No que diz respeito às opções culturais, a avenida conta ainda com a Casa das Rosas (um casarão em estilo clássico francês, construído em 1935), a Japan House, o Sesc Avenida Paulista (que possui um mirante), o Itaú Cultural e o Instituto Moreira Salles (IMS), além do Centro Cultural FIESP (onde são realizados eventos e exposições) e das salas de cinema do Reserva Cultural, junto ao Teatro Gazeta e à Fundação Casper Líbero. Os principais shoppings localizados na Paulista são o Cidade São Paulo, o Shopping Center 3 e o Top Center.

 

Patrimônio histórico da cidade, a Casa das Rosas oferece exposições de arte e atividades culturais

 

Entre as atividades ao ar livre que os moradores da região costumam realizar estão passeios de bicicleta, já que a avenida conta com uma ciclovia, e também caminhadas, muitas vezes com seus pets – já que, antes da pandemia, a Paulista era fechada para veículos aos domingos e feriados, transformando-se em uma verdadeira “praia dos paulistanos”, com vendedores de artesanatos e comidinhas, além de shows de música e performances teatrais. Também há uma feira de antiguidades que acontece aos domingos, no vão do MASP.

 

Ciclovia da Avenida Paulista, inaugurada em 2015

 

A Avenida Paulista também é palco de eventos: todos os anos, são realizadas festas de réveillon no local, com queima de fogos de artifício e shows. Anualmente, também ocorre na avenida a Parada do orgulho LGBT de São Paulo, considerada a maior do mundo, atraindo milhares de pessoas, de todo o Brasil e de outros países. A tradicional Corrida de São Silvestre é outro evento de grande porte que se inicia na Paulista, com saída em frente ao prédio da Gazeta, todo dia 31 de dezembro.

Além disso, localizam-se na avenida importantes instituições da área da saúde, como o Hospital Santa Catarina e o Instituto Pasteur, e educacionais, como a Escola Estadual Rodrigues Alves (prédio tombado, com projeto de Ramos de Azevedo e um dos poucos remanescentes da primeira fase da Avenida Paulista). A região abriga ainda um número expressivo de empresas multinacionais, bancos, consulados, hotéis e restaurantes, sendo atendida pelas estações de metrô Brigadeiro, Trianon/Masp e Consolação (Linha Verde) e também Paulista (Linha Amarela). Pela avenida mais badalada da capital circulam, diariamente, milhares de pessoas, vindas dos mais diversos pontos da cidade.

Com todas essas opções culturais e comerciais, a Avenida Paulista e suas redondezas tendem a atrair um perfil de moradores mais descolados, que buscam praticidade e mobilidade. Os apartamentos na região são amplos e perfeitos para reforma.

 

Apartamento reformado na Avenida Paulista, com projeto de Diogo Oliveira

 

Nessa região, o perfil é de imóveis amplos e reformados, ou para reforma

 

Um pouco de história

A Avenida Paulista foi inaugurada em 1891, com o objetivo de expandir as possibilidades de ocupação residencial em São Paulo, uma vez que a região central (na época, a área mais valorizada da cidade) já se encontrava totalmente ocupada. A iniciativa foi do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima e do então prefeito, Dr. Clementino de Souza e Castro.

Foram então loteados terrenos de antigas fazendas, que serviam de passagem para boiadas em direção ao matadouro. As áreas mais próximas à avenida (que previamente era conhecida como Rua Real Grandeza) rapidamente se valorizaram no mercado imobiliário. Ali, começaram a ser construídos casarões imponentes, onde se instalaram famílias da elite paulistana na época, os chamados barões do café.

As regras para a implantação de palacetes na região seguiam os padrões urbanísticos europeus e norte-americanos, diferentemente do que se encontrava no restante da cidade. Com elementos de arquitetura eclética, as casas eram posicionadas no meio dos lotes, ao invés de terem suas fachadas alinhadas à calçada, o que permitia maior amplitude espacial.

 

Avenida Paulista em 1902: casarões e terrenos recém-loteados

 

Com cerca de três quilômetros de comprimento e doze metros de largura, a Avenida Paulista foi dividida para facilitar a circulação: de um lado passavam os bondes, no centro as carruagens e no outro lado os cavaleiros. Em 1898, ela foi reformada e o calçamento de pedregulhos substituído, alargando-se os passeios. Também foi a primeira via pública de São Paulo a ser asfaltada, em 1909.

Avenida Paulista nos anos 1960: reformulação paisagística

Em 1927, o nome da Avenida Paulista (que havia sido dado por Joaquim Eugênio de Lima, para homenagear os paulistanos) foi alterado para Avenida Carlos de Campos (o ex-governador do estado). No entanto, a reação da população não foi favorável à mudança e as pessoas continuaram chamando a avenida de Paulista. Em 1930, retornou-se ao nome original.O perfil estritamente residencial da avenida se manteve até os anos 1950, quando passaram a surgir novos empreendimentos comerciais e de serviços. Foi entre as décadas de 1960 e 1970 que passaram a ser construídos na região os chamados “espigões” (edifícios de escritórios com altura média de 30 andares). Nesse período, a avenida passou por uma reforma paisagística: as ruas foram alargadas e criaram-se os calçadões, com desenho projetado pela arquiteta e paisagista Rosa Grena Kliass.

A revitalização das calçadas da Avenida Paulista, que tornou o piso mais homogêneo e reduziu sua porosidade, foi finalizada em 2008. As obras fizeram com que a avenida se tornasse um exemplo de acessibilidade, porque permite maior facilidade de locomoção a pessoas com mobilidade reduzida. Já em 2015, foi inaugurada a ciclovia, permitindo o deslocamento por meio de bicicleta, skate ou patinete. Em 2016, a avenida passou a ser fechada para veículos aos domingos e feriados, tornando-se um espaço de lazer e diversão ao ar livre.

 

Vista do mirante do SESC Paulista

 

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