Especial | Bairros

Brooklin e Campo Belo: bairros que estão ganhando atenção

A variedade de restaurantes, comércio e serviços é um dos grandes atrativos desses bairros

 

Com suas ruas planas e diversidade de opções gastronômicas e de lazer, os bairros Brooklin e Campo Belo abrangem uma área que se encontra em expansão no mercado imobiliário de alto padrão. Além dos grandes edifícios e sedes de empresas multinacionais, a região possui condomínios residenciais muito bem estruturados, atraindo o interesse de pessoas que buscam qualidade de vida e a facilidade de fazer tudo a pé.

“Moro há quase quatro anos no Campo Belo e amo! É muito gostoso para caminhar, ir ao mercado, à padaria… Tem excelentes restaurantes também. O que eu mais gosto é a praticidade que a região oferece”, conta Fernanda Marques, corretora da Esquema Imóveis. A especialista observa que Campo Belo e Brooklin apresentam características semelhantes, dentro de suas respectivas delimitações. “Há regiões predominantemente residenciais, algumas mistas (residenciais e comerciais) e outras majoritariamente comerciais.”

 

 

Ambos os bairros estão localizados no centro-sul de São Paulo. De acordo com a corretora, o Campo Belo tem um vasto território e é delimitado pelas avenidas Bandeirantes, Vereador José Diniz, Santo Amaro, Roberto Marinho e Washington Luís. Quanto ao Brooklin, o bairro se divide em dois: Velho e Novo. O primeiro se encontra entre as avenidas Vereador José Diniz, Santo Amaro, Roberto Marinho e Washington Luís. Já o Brooklin Novo se delimita pelas avenidas Bandeirantes, Santo Amaro, Roberto Marinho e Berrini.

A proximidade de grandes conjuntos empresariais e a agitada vida noturna ajudam a valorizar a região, mas é a infraestrutura completa de entretenimento, comércio e serviços que chama a atenção dos potenciais compradores de imóveis. Embora sejam bairros que têm se verticalizado nos últimos anos, são também muito arborizados e com ruas tranquilas, agradáveis para se caminhar.

 

Perfil dos imóveis

No que diz respeito aos imóveis para venda nessa região, Fernanda afirma que no Brooklin Velho o perfil é majoritariamente de casas. Já no Brooklin Novo se encontra uma maior diversidade de opções, com predominância de casas. “O perfil de Campo Belo também é misto, verificando-se um equilíbrio entre casas e prédios. Atualmente, existem muitos novos empreendimentos, principalmente de prédios”, completa a corretora.

 

Apartamento no Campo Belo, onde o perfil dos imóveis é misto

 

O Brooklin apresenta um perfil de casas, como este imóvel dentro de um condomínio fechado

 

Também há casas com ampla área externa, como este exemplo no Brooklin

 

Em relação à metragem, o perfil é variado. Conforme destaca Fernanda, há desde estúdios com 30 m² até apartamentos entre 80 m² a 240 m². “Os estúdios são, hoje, um ótimo investimento na região, levando em consideração que ela está muito próxima ao centro empresarial da Berrini”, comenta.

 

Cobertura com reforma moderna, próxima ao centro corporativo da Berrini

 

A corretora ressalta que a arquitetura encontrada nesses bairros é eclética, desde prédios em estilo Lindenberg até outros extremamente modernos, com pé-direito duplo nas varandas. Segundo Fernanda, o valor depende muito das condições da casa ou apartamento. “O metro quadrado de um imóvel para reforma fica entre 8 e 10 mil reais. Já o valor do metro quadrado do imóvel novo, pronto para morar, gira em torno de 14 a 18 mil reais”, aponta a especialista.

 

Exemplo de apartamento no Brooklin, com pé-direito duplo

 

Apartamento totalmente reformado e com projeto contemporâneo no Brooklin

 

Quanto aos moradores, Fernanda afirma que o Campo Belo é um bairro onde se encontram pessoas um pouco mais velhas e famílias que vivem ali há muitos anos. Na parte do Brooklin Velho o perfil é o mesmo, embora a região esteja se renovando. No Brooklin Novo já são casais mais jovens, com crianças pequenas. “A gente anda pelo bairro e, a cada esquina, há uma pessoa com carrinho de bebê. Ali também se encontra mais um perfil de pessoas solteiras. Além disso, é uma região que tem muitos cachorros. É comum ver os passeadores na rua, de manhã, com os pets.”

 

Lazer, comércio e serviços

As vantagens de morar no Brooklin ou no Campo Belo já começam no que diz respeito às opções de comércio e lazer. “A região se destaca por seus renomados bares, restaurantes, padarias, supermercados e lojas de rua. Entre as opções gastronômicas que frequento e recomendo estão o Huto Izakaya, Padaria Santa Marcelina, Maremonti, NB Steak, Othelo, Margot Bistrot, La Cucina di Casa e o restaurante alemão Die Meister Stube”, cita Fernanda.

 

Restaurante Die Meister Stube, no Campo Belo

 

A região é considerada multicultural, o que se aplica à sua gastronomia. A comida alemã é um dos destaques, em restaurantes como Zur Alten Mühle, Bierquelle e Weinstube, já que essa cultura está nas origens do Brooklin. Mas há também estabelecimentos dedicados a outras culinárias, como a suíça (Florina) ou escandinava (Svanen Scandinavian). Ou ainda o Fogo de Chão, para os amantes de churrasco, e os italianos La Reggiana e Vicolo Nostro. Para a sobremesa, a Confeitaria Chistina é uma ótima opção. Já para quem busca uma vida noturna intensa, vale conhecer os bares da região, como o Platz Bar, São Tomé, Bar Memorial, Rasgueira, Lotus Club e Bar do Juarez. Além disso, o acesso à Vila Olímpia e ao Itaim, conhecidos por suas baladas, é extremamente fácil.

 

Plaz Bar, no Campo Belo

 

Ainda no que diz respeito ao lazer dos moradores, além de alguns parques próximos, como o Parque do Povo e o Ibirapuera, há diversas praças públicas com equipamentos de lazer e para exercícios físicos, incluindo o tranquilo Bosque do Brooklin. Outras áreas verdes que podem ser facilmente acessadas pelos moradores da região são o Parque Burle Marx, o Parque das Bicicletas e a Praça Vinícius de Moraes.

 

Bosque do Brooklin

 

Todos esses parques e praças possibilitam a prática de atividades ao ar livre, como caminhada ou ciclismo. Para quem gosta de esportes, localiza-se no Brooklin Novo também a renomada Sociedade Hípica Paulista (que oferece aulas de hipismo, tênis, golfe, beach tênis, vôlei de praia e futevôlei, além de musculação, yoga, natação e pilates). Segundo Fernanda, a região conta ainda com o Honda Golf Center, um campo de golfe de 25 mil metros quadrados, com bancas de areia, lago e árvores. Ambos os bairros também dispõem de fácil acesso ao Estádio do Morumbi.

 

Sociedade Hípica Paulista

 

Shopping D&D, no Brooklin

Os centros de compras mais próximos são o Shopping D&D (com artigos de decoração e itens para a casa) e o Shopping Ibirapuera (com mais de 430 lojas, incluindo Saraiva Mega Store, Zara e Adidas), além do Shopping Vila Olímpia, o Shopping Morumbi e o Market Place, localizados em bairros vizinhos. Contudo, a estrutura comercial de rua, tanto do Brooklin quanto do Campo Belo, é muito completa. “Há farmácias, supermercados, lojas de roupas, açougues, padarias, agências bancárias e hospitais. Via de regra, é possível ir a pé à maioria dos estabelecimentos”, observa Fernanda. “Basta caminhar um pouco pelos bairros para encontrar produtos e serviços dos mais variados tipos. A Rua Vieira de Morais é uma das principais ruas da região e possui diversos pontos comerciais.”

“No que se refere à estrutura escolar, a região talvez seja uma das melhores da capital, principalmente para a educação infantil e infantojuvenil”, ressalta a corretora. “Entre as escolas, muitas delas com ensino bilíngue e multicultural, vale citar a Vértice, Aubrick e Itatiaia.” O Colégio Vértice, localizado no Campo Belo, faz parte da iniciativa Schulen: Partner der Zukunft (PASCH), uma rede global com mais de 2 mil escolas, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha e com o Instituto Goethe. Outras instituições reconhecidas na região são o Colégio Pauliceia e a Escola Querubim, no Campo Belo, o Colégio Internacional Anhembi Morumbi e o Colégio Adventista, no Brooklin. As faculdades mais próximas são a UNIP, Anhembi Morumbi, FMU e Estácio Uniradial.

 

Colégio Vértice, no Campo Belo

 

Fernanda acrescenta que a região é um exemplo da diversidade religiosa. “Há sinagogas, muitas igrejas protestantes, tradicionais igrejas católicas (entre elas a São João de Brito, que tem uma quermesse muito animada) e um centro espírita (Seara Bendita). Também há institutos culturais e religiosos, como, no Brooklin, o Instituto Bíblico de Arqueologia e, em Campo Belo, o Arquivo Histórico Presbiteriano.”

Museu da Lâmpada, no Campo Belo

Entre as opções culturais do Campo Belo, vale citar ainda o Museu da Lâmpada, que acompanha o desenvolvimento da iluminação artificial, desde as origens da utilização do fogo até as lâmpadas modernas. Os visitantes também podem aprender como funciona a visualização da cor por meio da luz, acompanhar a evolução da energia elétrica e aprender sobre processos sustentáveis. Famílias com crianças podem aproveitar também o Passatempo, um espaço de recreação com brinquedoteca, sala de artes e salas de estudo. “Outra opção bastante conhecida é a Sociedade Filarmônica Lira, de origem alemã, que realiza concertos dominicais e apresentações de coral, além de organizar tardes de café com música e cinema”, comenta Fernanda.

Também não podem deixar de ser citadas a Maifest (realizada em maio) e a Brooklinfest (em outubro, inspirada na Oktoberfest de Blumenau, Santa Catarina). Ambas são festas culturais alemãs, que têm como principais atrações o chopp e uma variedade de pratos germânicos, principalmente salsichas, além de muita música, artesanato, roupas e enfeites típicos.

 

Segurança e mobilidade

A infraestrutura de transporte do Brooklin e do Campo Belo é excelente. A região conta com uma localização privilegiada, cercada pelos bairros de Moema, Itaim Bibi e Vila Olímpia. Além disso, é delimitada pela Avenida Berrini, considerada a Avenida Paulista da zona sul, por conta de seu importante centro comercial. Cortados por grandes avenidas, os bairros dispõem de acesso rápido aos principais pontos da cidade, além da facilidade de deslocamento para o litoral (pela Rodovia Imigrantes) e para o interior do estado (pela Marginal Pinheiros).

“Ambos os bairros têm excelente infraestrutura de locomoção, já que quase todas as linhas de ônibus do município trafegam nas avenidas que os circundam, com faixas exclusivas para os ônibus, além das estações de metrô recentemente inauguradas”, diz Fernanda. No que diz respeito ao transporte público, servem aos bairros as estações Brooklin e Campo Belo do metrô (linha lilás), além da estação Berrini da CPTM. A corretora destaca ainda a possibilidade de se locomover facilmente de bicicleta, pela ciclofaixa da Avenida Berrini.

 

Estação Brooklin do metrô

 

Por conta de suas ruas planas, os moradores do Campo Belo e do Brooklin podem resolver praticamente todas as suas demandas a pé, sem a necessidade de uso de veículo. “Durante a quarentena, por conta do isolamento social, as ruas se transformaram em parques, com muitos pedestres fazendo esportes e atividades de lazer. É importante ressaltar também que, embora se trate de uma planície, não há pontos de inundação na região”, observa Fernanda.

“Lá também se encontra o Aeroporto de Congonhas, um dos mais movimentados da América Latina, que deixou de ser a referência para viagens internacionais em São Paulo somente após a construção do Aeroporto Internacional de Guarulhos”, comenta a corretora. Futuramente, a região contará ainda com a estação Congonhas da linha ouro do metrô, que ligará o Jabaquara à estação São Paulo – Morumbi, passando pelo Aeroporto de Congonhas.

 

Aeroporto de Congonhas, um dos mais utilizados para voos nacionais

 

Com relação à segurança, Fernanda elogia a estrutura da região. “Além de muitos distritos policiais, há guaritas com seguranças particulares nas ruas. Os moradores estão sempre caminhando pelo bairro, o que o torna mais seguro”, conclui.

 

Um pouco de história

As histórias do Brooklin e do Campo Belo se misturam, já que os bairros são muito próximos, mas cada um também apresenta suas particularidades. Assim como o Brooklyn norte-americano, localizado em Nova York, o Brooklin paulistano possui características de grande centro comercial e financeiro. A denominação, aliás, vem do holandês Breukelen, que significa “terra quebrada”. Há outras fontes que atribuem o nome ao alemão medieval, que significaria “ponte pequena”. Esse é outro aspecto importante que o bairro de São Paulo compartilha com o Brooklyn nova yorkino: a existência de pontes, com destaque para a Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira, uma referência turística e arquitetônica na cidade.

 

Ponte Estaiada, um ponto turístico de São Paulo

 

Antes de se tornar uma região moderna e cosmopolita, o Brooklin e o Campo Belo (uma região de vastos campos e fazendas) pertenciam à antiga Vila de Santo Amaro. Com a inauguração da linha férrea Companhia Carris de Ferro São Paulo – Santo Amaro, no final do século XIX, essa área começou a ser ocupada, atraindo colonizadores alemães (uma comunidade cuja presença permanece forte nos dois bairros até os dias de hoje). A empresa férrea faliu em 1900, sendo incorporada pela canadense São Paulo Tramway, Light and Power Company (ou simplesmente Light), que posteriormente introduziu na linha bondes elétricos, o que ampliou o interesse imobiliário nessa região.

Primeira construção do Brooklin Paulista (fonte: DIM/DPH/SMC/PMSP)

O Brooklin foi reconhecido como bairro somente em 1922, com a junção de três grandes loteamentos, os quais consolidaram seu território, um deles abrangendo uma área da antiga Fazenda Casa Grande, que passou por diversos donos (inclusive o casal de alemães Carlos e Ana Carolina Klein). O nome do bairro foi dado pela Companhia Light, justamente em homenagem ao Brooklyn americano – tanto que diversas de suas ruas homenageiam locais dos Estados Unidos: Michigan, Flórida, Texas, Miami, Kansas, Nebrasca, Nova York e Hollywood.

O chamado Brooklin Paulista foi progredindo de maneira autossuficiente, de certa forma ilhado, por muitos anos, entre o córrego do Espraiado e o Cordeiro. Até a segunda metade do século XX, a região apresentava uma forte ocupação industrial, mas acabou adquirindo novas características a partir desse período. O crescimento empresarial da cidade trouxe a necessidade da criação de novos polos de ocupação. Um deles foi a Avenida Berrini, criada no final da década de 1970, onde se instalaram diversas empresas nacionais e multinacionais, buscando uma alternativa aos custos elevados de construir nas avenidas Paulista e Faria Lima. Por isso, dos anos 1980 em diante, o Brooklin atraiu investimentos privados e também públicos, como a Operação Urbana Água Espraiada, que resultou na canalização do córrego que percorria a região.

 

Avenida Berrini, grande centro corporativo (fonte: Veja São Paulo)

 

Atualmente, o Brooklin Novo abriga empresas como Oracle, Nestlé, Nokia, Terra Networks e HP, e canais de televisão como Disney-ABC Television Group, HBO Brasil e Turner Broadcasting System, além da filial da Rede Globo. Entre os destaques arquitetônicos da região estão os edifícios do Centro Empresarial Nações Unidas, World Trade Center de São Paulo, Edifício Mandarim e Plaza Centenário. Já o Brooklin Velho se tornou uma região mais horizontalizada e essencialmente residencial.

Assim como o Brooklin, o Campo Belo tem se tornado uma área de grandes edifícios de classe média e alta. Suas origens também estão ligadas à linha de trem que conectava São Paulo a Santo Amaro. Uma das maiores fazendas da região pertencia a família Vieira de Morais (que hoje dá nome a uma das principais ruas do bairro). A vasta planície, de belos campos, foi loteada em meados de 1903 e colonizada por imigrantes alemães, ingleses e portugueses. Com a chegada da linha de bondes, em 1913, a área se desenvolveu de forma crescente.

 

Vista atual do Campo Belo, em cobertura no bairro

 

Aos poucos, os palacetes e mansões deram lugar a grandes edifícios. Os principais loteamentos no Campo Belo surgiram após a inauguração do Aeroporto de Congonhas, em 1936. Já em 1953, instalou-se no bairro a antiga Companhia Telefônica Brasileira – CTB, que em 1967 passou a se chamar Estação Campo Belo. Em razão disso, o Campo Belo foi o primeiro bairro do Brasil a ter telefones com oito dígitos. A chegada do metrô, nos anos 2000, aumentou a mobilidade na região e a tornou ainda mais desejada por famílias e jovens profissionais que buscavam praticidade aliada à qualidade de vida.

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