Especial | Bairros

Cidade Jardim e Jardim Guedala: excelente custo-benefício

Com amplos terrenos e muita arborização, os bairros se destacam pela qualidade de vida

 

Com características semelhantes, os bairros Cidade Jardim e Jardim Guedala se localizam ao lado dos Jardins, porém oferecem valores muito mais vantajosos. São terrenos maiores, algumas vezes formados pela junção de dois lotes, todos com casas de alto padrão. Ambos os bairros são bastante arborizados, contam com ótimas praças e estão próximos a boas escolas. Praticamente não há comércio na região, já que a área é essencialmente residencial, mas o acesso às lojas, restaurantes e serviços dos bairros vizinhos é muito fácil.

A história dos dois bairros se confunde, pois eles surgiram mais ou menos na mesma época. O crescimento da cidade na direção sudoeste, onde hoje se encontra o Cidade Jardim, ocorreu devido ao sucesso do Jardim América, no início do século XX. As terras que inicialmente pertenciam ao bandeirante Afonso Sardinha e que passaram por diversos outros proprietários ao longo das décadas foram compradas, em 1927, por empresas interessadas em loteamentos voltados à classe alta.

“O engenheiro Oscar Americano, que hoje dá nome à avenida que corta o Cidade Jardim e que vai até o Jardim Guedala, era muito bem relacionado na cidade. Ele trouxe a Companhia City para essa região e começou desmembrar as pequenas fazendas em lotes, pavimentar e formar ruas, instalar esgoto e iluminação”, explica Jeferson Batah, corretor da Esquema Imóveis. “Esses loteamentos foram então oferecidos a pessoas de alto poder aquisitivo, que moravam na parte mais densa e central de São Paulo. Oscar Americano vislumbrou essa demanda e mostrou aos paulistanos que existiam, relativamente perto do centro, bairros extremamente tranquilos e agradáveis. A resposta foi muito positiva.”

A partir de 1941, com a mudança do Jockey Club para o Cidade Jardim (anteriormente, localizado na Mooca), o crescimento da região foi ainda mais evidente. Como o próprio nome já diz, o bairro seguiu o conceito arquitetônico e urbanístico de “cidade-jardim”, idealizado pelo urbanista inglês Barry Parker, a exemplo do que a Companhia City havia feito em outros locais da cidade, como Jardim América e Jardim Europa, buscando um equilíbrio entre a vida na metrópole e um resgate da vida no interior, com muita arborização e espaços abertos.

Antiga Fazenda Morumbi, onde hoje se localiza o Jardim Guedala

O Jardim Guedala, que surgiu pouco depois do Cidade Jardim, foi um dos últimos grandes loteamentos da Companhia City na região sudoeste da capital. Em 1942, a empresa urbanizou e loteou mais de 800 mil metros quadrados na região que um dia fez parte da Fazenda Morumbi. O nome foi escolhido em homenagem a Herbert Guedala, um dos primeiros presidentes da City of São Paulo Improvements and Freehold Land Ltd.

Os terrenos loteados na região tinham, em média, mais de 1.000 metros quadrados. Além disso, seus proprietários assinavam um contrato garantindo que ali seriam construídas apenas residências, já que o loteamento não permitia comércio e edifícios. O bairro ainda conta com uma grande área arborizada, inclusive com árvores centenárias – característica que, até os dias de hoje, atrai compradores interessados em tranquilidade e qualidade de vida.

“Meu avô, um imigrante português, foi o terceiro morador a se instalar no Jardim Guedala. Eu nasci na região, tenho um vínculo muito próximo com ela e ainda trabalho lá”, diz Bárbara Lopes, corretora da Esquema Imóveis. “Como o Cidade Jardim e o Jardim Guedala têm características parecidas, costumo chamar a região de província. Isso porque os moradores se conhecem e se encontram em locais como mercados ou padarias.”

 

Proximidade a comércio e serviços

As corretoras Wania Zanirato e Ieda Potomati, que atuam nos bairros Jardim Guedala e Cidade Jardim há várias décadas, contam que alguns pontos de encontro, como o St. Marché, fazem parte de sua história profissional. “Costumamos frequentar o local para tomar um café e sempre encontramos nossos clientes por lá”, ressalta Wania.

 

St. Marché Morumbi, um ponto de encontro para moradores do Jardim Guedala e Cidade Jardim

 

“Tem um comércio muito bom, próximo ao Jardim Guedala, mas não dentro do bairro”, acrescenta Bárbara. “São lojas de produtos mais refinados, como um açougue com carnes especiais, padaria com café da manhã, petite boulangerie, hortifruti com produtos selecionados, Pão de Açúcar, muitos pet shops, centros de estética… Eu moro e encontro meus clientes no bairro. Conheço muito bem a infraestrutura e, como corretora, isso me ajuda bastante. Costumo brincar que minhas vendas precisam ser bem feitas, porque com certeza vou acabar encontrando meus clientes nos estabelecimentos comerciais da região.” Já no que diz respeito a shoppings, as opções mais próximas são o Shopping Cidade Jardim e o Shopping JK.

De acordo com Jeferson, as escolas que servem a ambos os bairros estão entre os principais atrativos do Cidade Jardim e do Jardim Guedala. “Tem a Playpen, a Avenues, Miguel de Cervantes, Porto Seguro, Escola Graduada, Santo Américo… Boas escolas são um fator determinante para quem tem filhos. Além disso, no que diz respeito ao lazer, os moradores podem contar com o Clube Paineiras. E agora está sendo construído também o Complexo Fasano da JHS, um empreendimento com hotelaria, restaurante e moradia, localizado perto do clube e do Parque Cidade Jardim.”

Parque Alfredo Volpi

Segundo Bárbara, a região é perfeita para quem tem crianças e quer morar bem, cercado por árvores e não muito distante de uma infraestrutura de comércio e serviços. “Tanto o Jardim Guedala quanto o Cidade Jardim têm muitas praças, parques, com ruas largas, onde as pessoas podem caminhar e andar de bicicleta. Para garantir a segurança dos moradores, foram instaladas câmeras nas ruas, além de postos policiais. Há grupos de moradores que pagam por segurança privada para algumas ruas. Outras foram fechadas e estreitadas, de modo que o acesso ao bairro fosse mais restrito aos moradores, controlando o trânsito na região”, explica.

As áreas verdes que podem ser frequentadas pelos moradores de ambos os bairros são o Parque Alfredo Volpi (nomeado em homenagem ao célebre pintor modernista, que conta com mesas para piqueniques, trilhas de caminhada, parquinhos infantis e pistas de corrida), a Praça Vinícius de Moraes (com muitas árvores e pequenos lagos, pistas de caminhada, rampas de skate ou patinação e aparelhos de ginástica) e a Praça Uirapuru (uma área tombada e fechada para o público, que conta com vegetação nativa da Mata Atlântica).

Praça Vinícius de Moraes

“A região conta com muito verde, muitos pássaros. Toda casa no Jardim Guedala tem jabuticabeira”, afirma Bárbara. “Um ornitólogo chamado Johan Dalgas Frisch, que mora no Cidade Jardim, foi quem incentivou os moradores a plantarem árvores frutíferas no bairro, para atrair os pássaros. Ele foi o responsável pela criação da Praça Uirapuru e ainda mora em frente ela. Esse senhor possuía um viveiro com inúmeras espécies de pássaros, todas catalogadas e aprovadas pelo Ibama. Ele tinha esse estilo de vida que incentivava as pessoas a manterem a natureza perto de casa. Então há por ali muitos pés de manga, goiaba, jabuticaba, pitanga… Os macaquinhos também fazem a festa.”

No que diz respeito às opções religiosas, a Igreja de São Pedro e São Paulo é o principal lugar de culto. Quanto a serviços de saúde, os hospitais mais próximos são o São Luiz (unidade Morumbi), Hospital Albert Einstein e Santa Maggiore. Já as estações de transporte público que servem aos dois bairros são a São Paulo-Morumbi (linha amarela do metrô) e Cidade Jardim (linha esmeralda da CPTM).

 

Perfil dos imóveis e moradores

Bárbara conta que, quando começou a trabalhar como corretora imobiliária, a atuação da Esquema Imóveis nos bairros Cidade Jardim e Jardim Guedala chamou muito sua atenção. “A Esquema tinha uma pessoa que ficava de plantão nas casas, com mesa, guarda-sol, toda uma estrutura para atender os visitantes. Os plantões tinham vida, eram como escritórios para captar clientes, e aprendi muito observando isso”, lembra.

“Minha relação com a região se deu por conta da Esquema Imóveis, que sempre foi muito forte ali”, relata a corretora Ieda Potomati. “Comecei minha carreira em outra imobiliária e meu foco era o Alto da Boa Vista. Mas quando ingressei na Esquema e comecei a conhecer as casas no Jardim Guedala e Cidade Jardim, eu simplesmente adorei! Tudo era tão lindo!”

 

 

“Quando ingressei na profissão, há 35 anos, a Esquema dominava essa região e tinha aproximadamente 60 plantões no local. Além das casas, havia muitos terrenos à venda. Costumávamos pegar a planta e ir até o local com os clientes, para mostrar como seria”, completa Wania. “Aquela era uma região nova dos Jardins, tinha muitas casas recém-construídas. O acesso era fácil, bastava atravessar a ponte, e não tinha muito trânsito. Era uma delícia trabalhar nesses bairros.”

Para Jeferson, o que mais encanta no Cidade Jardim e no Jardim Guedala é o alto padrão construtivo das casas, assim como a arborização. “Quando eu comecei na corretagem, há 12 anos, nunca havia passado por esses bairros. Mas uma cliente me indicou uma casa à venda no Cidade Jardim e fui até lá conhecer. Não sabia nem como chegar, tive que consultar o Guia 4 Rodas. Ao final da visita, sugeri ao proprietário colocarmos uma placa, para sentir como o mercado iria reagir. Ele concordou e, dessa placa, começaram a surgir compradores, que passavam por ali e ligavam para a imobiliária. Através dessa demanda, comecei a desbravar os dois bairros, fazer novas captações, entender o valor do metro quadrado e de construção”, comenta.

 

 

O custo-benefício certamente é um grande atrativo. “Principalmente os clientes que trabalham no mercado financeiro, que colocam tudo ‘na ponta do lápis’, percebem que ali podem encontrar casas bonitas, em ruas tranquilas e arborizadas, perto da Avenida Faria Lima, da Juscelino Kubitschek e com rápido acesso à Avenida Paulista”, observa Jeferson. “São bairros que se reciclam, com moradores de poder aquisitivo alto, que compram casas antigas para reformar e modernizar. Além disso, muitos investidores, na última década, passaram a atuar nessa região, porque viram que os terrenos são mais baratos do que nos Jardins (muitas vezes chegando a um terço do valor) e com grande potencial, o que gera uma demanda de clientes muito boa.”

De acordo com Jeferson, praticamente não há edifícios nesses bairros. “Em relação às casas, os lotes têm a partir de 500 metros quadrados, chegando até a 3 ou 4 mil metros quadrados. “São terrenos grandes, assim como as casas. No Cidade Jardim, por sua localização mais próxima à ponte e em território mais alto, os imóveis geralmente são um pouco mais valorizados, mas tudo depende da posição do lote, da vista e do tamanho do terreno. Se estiver em rua fechada ou condomínio, a casa também vale mais”, observa. Segundo os corretores da Esquema Imóveis, no Jardim Guedala o valor do metro quadrado de terreno gira em torno de 2 a 3 mil reais. Já no Cidade Jardim, o terreno para reforma ou construção custa entre 3 a 5 mil reais por metro quadrado.

 

 

“Há casas prontas para morar, mas o preço varia muito de acordo com o tamanho do lote, o projeto, a construção e os acabamentos, que agregam valor. Mas o ticket médio de imóvel construído nessa região é de 4,5 a 6 milhões no Jardim Guedala e de 6 a 9 milhões no Cidade Jardim. Já o perfil dos clientes abrange famílias, geralmente casais mais jovens e com filhos. Houve uma reciclagem muito grande, de uns anos pra cá, que faz parte do movimento de vida dos moradores”, ressalta Jeferson.

No que diz respeito à arquitetura, os bairros são bastante ecléticos. Quando surgiram, o Cidade Jardim e o Jardim Guedala tinham mais casas em estilo normando, de tijolos aparentes e telhados caídos. “Esse estilo europeu era o sonho das pessoas”, salienta Wania. A corretora acrescenta que o antigo sócio-proprietário da Esquema Imóveis também comprava terrenos nessa região, para construir, na época.

Também foram construídas muitas casas em formato quadrado, no estilo modernista, com materiais como cimento, madeira e vidro – o que voltou à moda, nos dias de hoje, tornando esses imóveis ideais pra reforma. “A arquiteta Bi Chrisóstomo, que era investidora, construiu e reformou muitas casas ali, há cerca de dez anos. Ela caiu no gosto dos paulistanos, com um estilo de planta extremamente simples e prática, com alguns detalhes mais clássicos, que muitas pessoas apreciam até os dias de hoje”, explica Jeferson. “Eu trabalhei muito com ela, levando-a para visitar casas a serem reformadas, com meus clientes.”

 

 

“Às vezes, é mais barato construir de novo, aproveitando melhor o terreno, com técnicas mais modernas, observando o posicionamento da construção, a sustentabilidade dos materiais e todos esses aspectos. Atualmente, as pessoas querem casas mais funcionais, sem muita dificuldade de manutenção”, observa Bárbara. Como o bairro não é tombado, a aprovação de novos projetos – seja para reforma ou construção – geralmente é rápida, sem tantas exigências burocráticas. “Basta que sejam seguidas as normas do loteamento, considerando que o zoneamento é Z1, estritamente residencial, com casas de no máximo três andares.”

Em geral, os imóveis no Jardim Guedala e no Cidade Jardim possuem lazer privativo, já que seus terrenos são grandes. “É um bairro residencial, onde as pessoas não têm a necessidade de fazer coisas a pé. O objetivo não é ter um restaurante na porta de casa, mas um quintal com muito verde, silêncio e privacidade. Um lugar onde possam ouvir os passarinhos. Quando a região foi loteada, havia uma música de Zé Rodrigues, cantada por Elis Regina, que dizia: ‘Eu quero uma casa no campo…’ Esse é o conceito desses bairros. Hoje, as pessoas voltaram a desejar isso: ter um cantinho agradável para ler um livro, fazer seu churrasco e ficar ao ar livre”, diz Bárbara.

 

 

Conforme relatam os corretores, os moradores desses bairros costumam permanecer nele e indicar imóveis à venda para seus amigos e conhecidos. “Quando tem plantão na região, quem visita primeiro são os próprios moradores. É um lugar muito gostoso de se morar. Você geralmente não precisa se deslocar a outros bairros para as necessidades do dia a dia”, afirma Bárbara. A corretora acrescenta que, com o aumento das atividades profissionais em home office, tornando desnecessário o deslocamento até o local de trabalho, a demanda por casas confortáveis, em terrenos amplos e localizadas em ruas arborizadas, só tende a crescer.

 

 

“Ao invés de pagar por um imóvel muito mais caro no Jardim Paulistano, apenas por atravessar uma ponte, o cliente consegue comprar uma casa melhor, mais bonita e mais barata no Guedala ou Cidade Jardim. É um bom negócio”, observa Ieda. Além disso, na região que se localiza além da Ponte Cidade Jardim não há rodízio, o que facilita ainda mais a vida dos moradores.

“O bairro mudou muito, da minha infância até os dias de hoje. Quando a Esquema Imóveis começou a atuar fortemente por lá, tudo era muito novo”, recorda Bárbara. “Mas, agora, a região está sendo bastante buscada novamente, em função da qualidade de vida que ela oferece. As pessoas têm a sensação de estarem fora de São Paulo”, conclui.

 

Conheça todos os imóveis disponíveis no Cidade Jardim e no Jardim Guedala.

 

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