Especial | Bairros

Vila Nova Conceição: um bairro exclusivo

Viver perto do Parque Ibirapuera, a walking distance de comércio e serviços, é o principal atrativo desse bairro pequeno, que oferece qualidade de vida e tranquilidade

 

A Vila Nova Conceição é um dos bairros mais cobiçados em São Paulo, quando se trata de alto padrão. É uma região de área relativamente pequena (com cerca de 1.080.000 m²) e de topografia plana, onde é possível fazer tudo a pé, ao mesmo tempo em que os moradores estão cercados por muitas árvores, ótimas opções de lazer e muita tranquilidade. Seus limites são os bairros de Moema, Jardim Luzitânia, Itaim Bibi, Jardim Paulista, Vila Olímpia e o Parque do Ibirapuera.

O bairro tem sua origem em chácaras voltadas à produção de laticínios. Até o século XIX, era uma região essencialmente rural, que fornecia leite e carne para os moradores dos outros bairros que se espalhavam pela capital paulista. Em 1885, com a inauguração de um matadouro na região que hoje é a Vila Clementina, surgiu no Ibirapuera uma estação de bondes, que provocou um desenvolvimento lento, mas contínuo, de seu entorno.

No decorrer do século XX, havia na Vila Nova Conceição também chácaras de portugueses e italianos, que comercializavam suas frutas e legumes no mercado da Praça Fernando Prestes. Uma outra área servia de pastagem para o gado, que era levado ao Matadouro Municipal. Em 1916, a prefeitura incorporou ao seu patrimônio uma extensa área na região, que foi preservada pela administração municipal e posteriormente transformada no Parque Ibirapuera. Por isso, o bairro é considerado uma expansão do parque, tanto que foram tomadas medidas para garantir a preservação dessa área.

 

Vista aérea do Parque Ibirapuera, em 1954 (crédito: Vasclo Agência Fotográfica)

 

“A Vila Nova Conceição foi oficialmente fundada em janeiro de 1936, com o loteamento de uma fazenda chamada Santa Maria”, conta a corretora da Esquema Imóveis Taiana Miotto. “Os antigos moradores relatam que, até por volta da década de 1950, ainda era possível ouvir o barulho de riachos que ainda não haviam sido soterrados, que depois deram lugar a grandes avenidas.”

Foi nesse período que a Vila Nova Conceição começou a crescer em extensão e densidade populacional, recebendo investimentos públicos como saneamento básico, pavimentação e iluminação. Mesmo com seu desenvolvimento crescente, na década de 1960 o bairro ainda era considerado um verdadeiro oásis de calma e tranquilidade, com muitas árvores e córregos como o do Sapateiro (onde hoje passa a Avenida Juscelino Kubitschek) e o Uberaba (sobre o qual foi construída a Avenida Hélio Pellegrino).

Foi somente a partir dos anos 1980, devido ao esgotamento dos imóveis nos Jardins e no Itaim Bibi, que o pequeno quadrilátero entre o Ibirapuera, a Avenida Santo Amaro, as ruas Antônio Joaquim de Moura Andrade e Afonso Brás passou a ser visado pelo mercado imobiliário. Desde então, os antigos casarões da Vila Nova Conceição foram demolidos e deram lugar a edifícios de alto padrão, o que desencadeou uma rápida verticalização do bairro. Essa transformação deu novo impulso ao comércio local, na década de 1990, embora a região ainda preserve bastante seu aspecto de cidade interiorana.

 

A verticalização da Vila Nova Conceição é um processo recente (crédito: Setin Incorporadora)

 

Infraestrutura de lazer, comércio e serviços

Um dos destaques da Vila Nova Conceição é sua grande quantidade de praças e árvores. A principal delas é a Praça Pereira Coutinho, em torno da qual se encontram alguns dos edifícios mais cobiçados do bairro – e também os mais valorizados. “A praça é um verdadeiro ponto de encontro dos moradores, onde eles vão para passear ou se exercitar. Até mesmo as crianças que fazem aniversário nos prédios levam suas festas lá para baixo. Isso traz uma sensação de comunidade, que é comum em cidades do interior”, afirma Taís Miotto, corretora da Esquema Imóveis.

De acordo com o corretor Ricardo Breda, a Praça Pereira Coutinho faz parte da memória afetiva de sua infância. “Eu me mudei para o bairro em 1982, quando tinha 7 anos de idade. Morei no Edifício Green Gold, que foi o primeiro prédio da construtora Concyb, na qual meu pai era investidor. Depois disso, morei em vários outros empreendimentos dessa construtora. Meus pais residem no bairro até hoje”, conta. “Eu praticamente cresci na Praça Pereira Coutinho. Andava de mobilete em volta da praça, sempre com a minha turminha do bairro. Ainda frequento muito o local e me sinto em casa lá.”

 

O entorno da Praça Pereira Coutinho é uma das áreas mais desejadas do bairro

 

Além da Praça Pereira Coutinho, o bairro conta com a Praça de Milão e a Praça Jacinto Moreira Cabral, que está passando por um processo de modernização, para atender aos moradores da parte de casas da Vila Nova Conceição. A proximidade com o Parque Ibirapuera também é uma grande vantagem, já que oferece uma ampla área de lazer e entretenimento para os moradores, além de vista privilegiada para o verde, nos prédios que se encontram em seu entorno.

“Eu me mudei de Brasília para São Paulo há 6 anos e, entre os pré-requisitos para vir pra cá, estavam as facilidades para as crianças. Vimos que o bairro que mais nos acolheria nesse sentido era a Vila Nova Conceição, por estar próximo ao Parque Ibirapuera, além de ter a pracinha para meus filhos brincarem e acesso a bons restaurantes, comércio e serviços”, explica Taís. “Hoje, sou apaixonada pelo bairro, pela disposição dos prédios e das casas, por sua arborização.”

A corretora Taiana, irmã gêmea de Taís, passou a morar na Vila Nova Conceição e a trabalhar com os imóveis do bairro justamente por influência de Taís. “Eu vim para São Paulo há quase 2 anos. Embora já tenha morado na Vila Mariana e no Itaim Bibi, hoje sou apaixonada pela Vila Nova Conceição, por suas ruas arborizadas, a segurança de poder passear na rua, a atmosfera interiorana. É impossível morar ali e não gostar”, afirma.

Os terrenos da Vila Nova Conceição são relativamente pequenos e os prédios não dispõem de muitas opções de lazer, já que foram, em sua maior parte, construídos entre os anos 1980 e 1990, quando não havia a cultura de condomínio-clube que é típica dos empreendimentos contemporâneos. “Naquela época, era comum as crianças brincarem na rua, na pracinha”, lembra Breda. Por isso, o lazer dos moradores da região geralmente é realizado no Parque Ibirapuera, na Praça Pereira Coutinho, em casas de campo ou clubes, como o Monte Líbano, localizado no Jardim Luzitânia.

 

O Parque Ibirapuera é uma das possibilidades de lazer da Vila Nova Conceição

 

Quanto à infraestrutura de comércio e serviços, o bairro é extremamente bem servido. Há diversas opções de supermercados e até mesmo mercearias muito antigas na Vila Nova Conceição, que existem há décadas. Os moradores também contam com uma gama variada de farmácias, além de inúmeros cafés, chocolaterias, padarias (como Santa Etienne, Bread & Co., Le Pain, Dani) e restaurantes de qualidade – como o restaurante italiano Pecorino e o japonês Kinoshita. “Tem uma hamburgueria antiga lá, que existe desde os anos 1980 e se chamava Bom Burguer. O gosto dos sanduíches permanece o mesmo! Na Vila Nova Conceição, você vê o comércio crescendo junto com o bairro. O Caruso, onde corto meu cabelo, por exemplo, existe há quarenta anos. É simples, mas tradicional, e não perde nunca a qualidade”, comenta Breda. Entre os salões de beleza, destacam-se Marcos Proença, Estúdio Vila Nova e Jacques Janine.

 

O restaurante japonês Kinoshita é uma das opções gastronômicas do bairro

 

Escola Lourenço Castanho

De acordo com os corretores da Esquema Imóveis, o shopping mais próximo é o Vila Olímpia, porém o bairro se encontra muito perto do Shopping Iguatemi. Para compras rápidas, há diversas lojas de rua e muitas boutiques, com marcas de grife, no corredor comercial da Vila Nova Conceição. “Você não precisa sair do bairro para nada, por conta do comércio local. Além disso, é possível cruzá-lo de ponta a ponta em menos de meia hora, a pé”, afirma Taiana.

Outro fator que atrai muitas famílias ao bairro são as escolas de qualidade, como a Escola Lourenço Castanho, a Escola Pequeno Reino e a Escola Movimento, além do campus do centro universitário FMU. Já no que diz respeito a hospitais, os que se atendem à região são o Hospital São Luiz e o Vila Nova Star. Para a prática religiosa, a Vila Nova Conceição conta com a Paróquia São Dimas e também algumas sinagogas.

 

Perfil dos imóveis

Atualmente, o bairro é bastante verticalizado e possui uma concentração maior de apartamentos à venda do que casas, principalmente no que diz respeito a imóveis de alto padrão. Segundo Taís, existem 215 condomínios de edifícios residenciais, que comportam mais de 6 mil apartamentos. A altura dos prédios geralmente é superior aos 17 andares.

 

 

“A busca por casas, no bairro, é algo recente. Antigamente, ninguém associava a Vila Nova Conceição a casas, pois esses imóveis eram mais antigos e localizados na parte com zoneamento Z1”, explica Breda. “Agora, temos visto muitas casas reformadas e a região está se transformando. Casais mais jovens estão comprando esses imóveis e fazendo projetos novos, de arquitetura contemporânea. Poderíamos dizer que morar nessa parte do bairro, hoje, equivale a morar no Jardim Paulista.”

 

 

 

Taís acrescenta que os terrenos, nesse trecho, não são muito grandes, tendo em média 130 a 250 m². Já o valor do terreno, ali, fica a partir de 8 a 10 mil reais por metro quadrado. A grande vantagem é que, por conta do zoneamento, as partes estritamente residenciais do bairro se mantêm inalteradas, embora seja possível a existência de comércio em pontos específicos, com limitações de tamanho e certas restrições ao tipo de negócio.

 

 

 

No que diz respeito aos apartamentos, há tanto prédios mais modernos quanto neoclássicos. “As duas construtoras que desbravaram a Vila Nova Conceição, na minha opinião foram a Concyb e a Sucar, com muitos projetos arquitetônicos de Botti Rubin. Essa arquitetura apresentava estruturas de concreto aparente – que, na época, não era tão aceitável, era considerado moderno demais, mas hoje em dia está ‘na moda’ e se tornou um estilo até mesmo atemporal”, destaca Breda.

“Na Vila Nova Conceição, há apartamentos de 30 até 1.200 m²”, completa Taís. “Falando em metragens médias, temos uma quantidade muito grande de imóveis entre 80 e 120 m². Na faixa de 150 a 250 m², não há muitas opções, embora a demanda de clientes por esse tipo de apartamento seja grande. Já entre 250 e 400 m², temos diversas opções.” No que diz respeito ao valor, o preço médio para reforma é de 17 mil reais por metro quadrado. Segundo Taís, a Vila Nova Conceição é um bairro que entendeu que precisa de modernização e a maioria dos prédios estão fazendo isso agora.

Taís acrescenta que há diversos novos empreendimentos sendo lançados no bairro, o que contribui para sua modernização. Entre os exemplos de alto padrão estão o Saint Barthélemy, D’oru, Inside, Next Vila Nova, Projeto Emoções e Edifício The Frame.

 

Confira o episódio de nossa websérie Propriedades que Inspiram sobre esta casa modernista na Vila Nova Conceição [clique para assistir]

 

Desde 2013, a Vila Nova Conceição é considerada a região com o metro quadrado mais caro de São Paulo, já que sua arborização e a proximidade com o Parque Ibirapuera contribuem para atrair grandes investimentos imobiliários. Além disso, a escassez de terrenos para incorporação de novos empreendimentos residenciais aumenta o valor dos imóveis já construídos.

Breda ressalta que o valor do metro quadrado no bairro costuma ser mais alto do que nos Jardins por conta da menor oferta. “É um bairro mais nobre e de tamanho mais reduzido, muito mais plano, perto do Ibirapuera e da Praça Pereira Coutinho. Ele é exclusivo”, afirma. Outra vantagem é que não se trata de um local de passagem e praticamente não há trânsito nessa região, o que a torna muito tranquila e silenciosa. A segurança também é enorme, com os sistemas de monitoramento dos prédios e carros de ronda na parte das casas.

Quanto ao perfil dos clientes, os compradores que têm procurado imóveis no bairro são famílias mais jovens, na faixa dos 45 anos, com filhos pequenos. “São pessoas que querem morar a walking distance de todas as facilidades: escola dos filhos, comércio e locais para diversão. A Vila Nova Conceição está passando por um ciclo de mudança”, observa Taís.

 

 

Breda destaca ainda a mobilização dos moradores do bairro, que contam com associações ativas, com o objetivo de ajudar a cuidar da vizinhança. Entre essas organizações estão a Associação dos Moradores da Vila Nova Conceição, a Associação dos Amigos da Praça Pereira Coutinho e a organização Parque Ibirapuera Conservação.

Para Taís, a melhor parte de morar na Vila Nova Conceição é a sensação de acolhimento. “A Vila Nova é linda, é um bairro pequenininho e encantador. Eu conheço todo mundo lá e tenho muita qualidade de vida”, diz. Breda concorda com essa afirmação: “É difícil dizer do que mais gosto na Vila Nova Conceição, mas caminhar pelo bairro talvez seja a resposta para essa pergunta. Por conta das árvores e da tranquilidade, as pessoas parecem sempre estar de bom humor lá. Para quem teve a chance de conhecer o bairro ou morar nele, não é difícil entender por quê.”

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