Especial | Bairros

Jardim América e Jardim Paulista

De terrenos pantanosos, esses bairros passaram a uma região dinâmica e badalada, repleta de lojas e restaurantes, com fácil acesso aos principais bairros da cidade

 

Sempre somos questionados sobre o perfil de cada um dos bairros onde atuamos, assim como suas características. Por isso, resolvemos montar uma espécie de guia de bairros de São Paulo. Iniciamos pelos queridinhos dos paulistanos: Jardim América e Jardim Paulista, uma região que antigamente era de terrenos cercados por brejos, de onde surgiu uma das localizações mais cobiçadas da capital paulista.

Foram bairros planejados em 1935, pela Companhia City, empresa que alcançou enorme sucesso com loteamentos de terrenos na área dos Jardins, devido a um revolucionário projeto urbanístico (que trouxe à cidade o conceito de bairro-jardim) e que realizou também um intenso trabalho de marketing para vender a região como uma localização privilegiada. Além disso, nessa época, industriais e comerciantes estavam deixando os bairros do Bexiga e do Brás para se instalar nos pontos mais altos da capital, em áreas cobiçadas pela elite. Assim, os Jardins América e Paulista passaram a ser ocupados por habitantes da classe média alta, refletindo status e prestígio. Foi também nesse período que a Rua Augusta se tornou nacionalmente conhecida como um ponto de compras e de encontro da sociedade paulistana.

A partir dos anos 1950, graças à proximidade da Avenida Paulista, o Jardim Paulista e o Jardim América se verticalizaram e adquiriram características comerciais que mudaram um pouco sua paisagem, com a construção de prédios comerciais e de escritórios – como o Citigroup Center, o Banco Mercantil do Brasil e o Edifício Paulista Tower. Aos poucos, para atender a esse público diverso, a infraestrutura desses bairros foi se expandindo. O perfil atual da região é ao mesmo tempo comercial e residencial, reunindo um pouco de tudo que a cidade tem de melhor e apresentando uma alta densidade demográfica. “São bairros dinâmicos, vivos, sempre cheios de novidades”, resume a corretora Paula Biagi.

 

 

Ambos as regiões contam com as melhores opções gastronômicas e comerciais da cidade, além de parques e museus considerados verdadeiros marcos culturais da capital. Ou seja, tanto para comer e beber quanto para passear ao ar livre, são bairros que convidam seus moradores e visitantes a circularem por suas ruas, em contato direto com tudo o que oferecem.

Os apartamentos de alto padrão encontrados no Jardim América são, em geral, muito amplos. “No passado, quando foi feito o loteamento dos Jardins, optou-se pela configuração de prédios, principalmente por questões geográficas. Assim, a parte plana se tornou o Jardim Europa, onde estão as casas”, explica a Paula Biagi, que mora do Jardim América há 45 anos. “Apesar de não ser uma área completamente plana, é possível fazer tudo a pé. A topografia da Rua Augusta, por exemplo, é linda. Ela tem uma subida muito suave, que permite caminhar sem desgaste. As opções de transporte também são excelentes, já que a região possui diversas linhas de ônibus e estações de metrô”, completa.

 

O melhor da gastronomia

O Jardim América é o bairro que abriga alguns dos melhores restaurantes da capital, muitos deles conhecidos internacionalmente. Essa variedade de restaurantes, cafés, padarias, sorveterias e frutarias atrai os mais diversos públicos ao bairro. Entre as opções de alta gastronomia estão o premiado D.O.M. e o Dalva e Dito de Alex Atala, assim como o Fasano, Amadeus, A Figueira Rubaiyat, Serafina, Le Jazz Brasserie, Osteria del Pettirosso, Piselli, Restaurante Ritz, Tordesilhas, Lellis Trattoria, Tappo Trattoria, Taormina, Casismiro, Arábia e o japonês Aizomê. A galeria artesanal PÃO e a hamburgueria Z-Deli também são destaques da região. Outra opção imperdível é o Café Perseu, no empreendimento Santos Augusta, projetado por Isay Weinfeld.

 

Restaurante D.O.M., do renomado chef Alex Atala

 

Galeria do Edifício Santos Augusta, com projeto de Isay Weinfeld

 

O bairro conta ainda com inúmeros bares e pubs, incluindo o Bar Balcão, o Aragon, Johnny Rockets e The View (no topo do Transamérica International Plaza Flat). Os hotéis da região, aliás, estão entre os mais procurados de São Paulo, incluindo opções como o Fasano, Emiliano, Renaissance e Grand Meliá Mofarrej. Para completar a variedade de serviços, o bairro é conhecido por seus mercados especializados, empórios e lojas de vinho, como a Casa Santa Luzia, Grand Cru, World Wine e Vinci. Do mesmo modo, conta com diversas redes de supermercados, como Pão de Açúcar, Extra e Carrefour.

 

Casa Santa Luzia, um mercado especializado, com diversos produtos importados

 

Ponto de compras, cultura e entretenimento

O Jardim América conta com um dos principais shoppings a céu aberto de São Paulo, graças à grande concentração de lojas de grife – tanto nacionais quanto estrangeiras – da Rua Oscar Freire (que agora dispõe de uma estação de metrô). Para quem busca referências mais descoladas, há opções como a Galeria Ouro Fino, na Rua Augusta. O Shopping Cidade São Paulo também atende às necessidades dos moradores e visitantes, embora seja possível encontrar todo tipo de comércio e serviço nas ruas do bairro: desde lojas de roupas e de calçados até salões de beleza, gráficas e papelarias, agências bancárias e de correios. Já o Jardim Paulista possui como opção de compras o Shopping Jardim Pamplona.

Farmácias e hospitais também são abundantes na região. “O Sírio Libanês é uma referência mundial em saúde, com médicos renomados, desde o cardiologista ao infectologista. No final da Avenida Paulista, temos o Oswaldo Cruz, considerado o hospital com menor índice de contaminação em São Paulo. Há ainda o Igesp, o Hospital Santa Catarina, o Instituto do Coração e a Faculdade de Medicina”, cita Paula Biagi. No que diz respeito a universidades e escolas, o bairro possui a Faculdade Casper Líbero, os colégios Dante Alighieri, São Luís e Assunção, a escola bilíngue Global Me e o colégio judaico Iavne, entre outros.

O perfil dos consumidores varia muito. “Os Jardins atraem todo tipo de gente: casais mais velhos, com filhos já adultos, que gostam de sair a pé para fazer compras, tomar um vinho ou um café; mas também pessoas jovens, que procuram essa região porque apreciam sua excelente logística, com artérias para todos os principais bairros da cidade, o que facilita a locomoção”, ressalta a corretora, que atua nessa área há 22 anos. “Além disso, é um bairro seguro, bem cuidado e arborizado, com uma atmosfera cosmopolita.”

Para quem busca cultura e diversão, o Jardim América é bem servido no que diz respeito a museus e espaços culturais, incluindo o Masp (Museu de Arte de São Paulo, um cartão-postal da cidade), MuBE (Museu Brasileiro da Escultura), MIS (Museu da Imagem e do Som), Cinesesc, Espaço Itaú de Cinema e Conjunto Nacional (onde se encontram a Livraria Cultura, com seu café, e o CineArte). Destacam-se também o Teatro Popular do SESI (no edifício sede da FIESP), Reserva Cultural, Casa das Rosas e Itaú Cultural, esses já na intersecção com outros bairros, além da Livraria da Vila e Casa de Francisca.

Com relação a áreas verdes, os moradores e visitantes podem contar com o Parque Trianon (em frente ao Masp, ocupando quase 50 mil m2) e o Parque Ibirapuera, contendo espaços como a Oca e o planetário, além de instituições como o MAM (Museu de Arte Moderna) e o Museu Afro Brasil. “O Jardim América não tem mesmice. É um bairro que surpreende. Além disso, com seus parques e ruas agradáveis para caminhar, está cada vez mais pet friendly”, destaca a corretora.

 

O Conjunto Nacional, projetado por David Libeskind, um marco da capital paulista

 

Mercado imobiliário no Jardim América e Jardim Paulista

O Jardim Paulista e o Jardim América são bairros verticalizados. De acordo com Paula Biagi, os apartamentos encontrados nessas regiões possuem uma configuração média de pelo menos 3 quartos, normalmente com metragem acima de 200 m2. Em geral, esses prédios têm entre 40 e 50 anos de construção, com retrofit, mas sem muitas opções de lazer. “Como os terrenos não são muito generosos e a concentração de prédios é muito grande, não é fácil encontrar condomínios com piscina. Por isso, temos os clubes Harmonia e Paulistano. Outra opção de lazer é caminhar pela região e aproveitar as atrações da Avenida Paulista (fechada para veículos aos domingos e feriados) ou ir de bicicleta até o Parque Ibirapuera, pela ciclovia”, comenta Paula.

O perfil de compradores de imóveis nesses bairros é de famílias, geralmente com filhos. De acordo com a corretora, as pessoas estão atrás de boas escolas. Empresários ou profissionais que atuam nessa área também buscam proximidade a seus locais de trabalho. Para imóveis de alto padrão, a média de preços pode variar bastante. “Se considerarmos os poucos prédios novos, estamos falando de aproximadamente 24 mil reais por metro quadrado. Já nos prédios mais antigos, esse valor vai depender do quarteirão onde se localizam. Em uma boa localização, para reforma total, os apartamentos custam em torno de 10 mil reais por metro quadrado. Já depois de reformado, podemos dizer que a média fica por volta de 15 mil”, observa.

A principal recomendação da corretora, para quem deseja investir em um apartamento na região dos Jardins, é considerar sua localização. É preciso analisar se a rua possui liquidez, o que já ajuda a selecionar e filtrar uma quantidade enorme de prédios. “Tudo o que você compra barato hoje, vai vender barato amanhã”, destaca Paula. Outro aspecto a ser observado é a reforma. “É importante avaliar com cuidado o tipo de reforma que o imóvel precisa, para contabilizar esses gastos.”

Segundo Paula, muitos novos empreendimentos têm surgido na região, agregando valor ao entorno. Um exemplo é o futurístico Cidade Matarazzo, que traz para São Paulo um novo conceito de vida e moradia. A cena cultural dinâmica da Avenida Paulista também é um fator atrativo. “Eu moro nos Jardins há muitos anos e adoro passear no Conjunto Nacional, porque sempre tem exposições novas e gente tocando música. Tem livraria, cinema, várias opções para espairecer e sair um pouco do cotidiano. A vida mudou muito. Hoje, as pessoas querem praticidade e liberdade para curtir experiências”, afirma.

 

Vista noturna da Avenida Paulista, cartão-postal da cidade

 

Conheça alguns de nossos apartamentos no Jardim Paulista, com uma e duas suítes, e também no Jardim América, com duas e quatro suítes.

 

Spread the love