Comportamento

Mães na história

Conheça 10 mulheres extraordinárias, grandes exemplos de mães que marcaram a história mundial

 

Com suas palavras e ações, incontáveis mães marcaram a história da humanidade desde os primórdios da civilização. Elas não apenas dão a vida a seus filhos, como acompanham seu crescimento e aprendizado no decorrer dos anos. Para homenagear todo esse cuidado das mulheres mais importantes na existência da maioria das pessoas, selecionamos algumas mães que se destacaram no decorrer dos últimos séculos, por sua dedicação, resiliência ou generosidade.

 

Leila Diniz

A primeira imagem que vem à cabeça, quando se fala na atriz brasileira Leila Diniz, é sua icônica foto de biquini na praia, grávida de seis meses. Tirada em 1971, a imagem retrata bem a personalidade dessa mulher tão à frente de seu tempo: irreverente, destemida e divertida, Leila não se preocupava com o que os outros pensavam dela.

Como atriz, trabalhou no teatro e na televisão, estrelando telenovelas e comerciais. Em 1967, começou a atuar também no cinema, tendo posteriormente se casado com o cineasta Ruy Guerra – pai de sua única filha. Leila faleceu muito jovem, aos 27 anos de idade e no auge de sua fama, vítima de um acidente de avião.

 

 

Marie Curie

A cientista polonesa, naturalizada francesa, é conhecida como a primeira mulher a receber um Prêmio Nobel e também a única a vencer o Nobel em duas áreas científicas diferentes, além de ser a primeira mulher a se tornar professora na conceituada Universidade de Paris, em 1906.

Pioneira no desenvolvimento da teoria da radioatividade, Marie Curie foi responsável pela descoberta de dois elementos químicos (o rádio e o polônio). Além de uma cientista brilhante, ela também criou praticamente sozinha suas duas filhas, após a morte do marido, ensinando-as a trabalhar com seriedade e a serem independentes. Uma delas, Irène Joliot-Curie, também foi vencedora de um Prêmio Nobel, dando continuidade aos estudos da mãe sobre a radioatividade.

 

 

Indira Gandhi

Primeira mulher a ser eleita primeira-ministra da Índia, Indira Gandhi atuou nesse cargo de 1966 a 1977 e novamente de 1980 até seu assassinato, em outubro de 1984. Durante toda a sua vida, ela trabalhou para instituir a democracia e criar empregos em seu país, tendo sido responsável pela chamada “revolução verde”, que buscava combater a falta de alimentos tornando a economia indiana autossuficiente na produção de grãos.

Para Indira, a educação era uma força libertadora, derrubando barreiras de classe e diminuindo a desigualdade social. Ela passou esses valores e senso de responsabilidade social a seus dois filhos, Rajiv e Sanjay. Ambos se tornaram eminentes figuras políticas e Rajiv assumiu o cargo de primeiro-ministro da Índia após a morte de sua mãe.

 

Emmeline Pankhurst

A ativista política britânica foi uma das organizadoras do movimento sufragista no Reino Unido, que lutava pelo direito das mulheres (tanto as casadas como as solteiras) ao voto. Por seu trabalho em revolucionárias mudanças sociais e culturais, ela foi eleita pela revista Time como uma das 100 pessoas mais importantes do Século XX.

Em 1903, Emmeline fundou a Women’s Social and Political Union (WSPU), uma organização independente de partidos políticos, dedicada a lutar pelos direitos das mulheres. Posteriormente, sua filha mais velha, Christabel, assumiu a liderança da WSPU, que acabou se transformando no Women’s Party (Partido das Mulheres), tendo como objetivo promover a igualdade feminina na vida pública.

 

Kathy Headlee

A norte-americana Kathy Headlee é conhecida por suas ações humanitárias, ajudando crianças do mundo inteiro há mais de 25 anos. Mãe de sete filhos (o mais novo adotado da Romênia), ela foi a fundadora da organização filantrópica Mothers Without Borders (Mães Sem Fronteiras), auxiliando jovens órfãos em países como Bolívia, Bósnia, Guatemala, Índia, México, Zimbábue, Uganda e Nepal.

A organização distribui suprimentos e presta socorro a orfanatos, enviando voluntários para cuidar de crianças em situação de vulnerabilidade. Sua missão é levar um pouco de esperança aos pequenos órfãos, dando a eles afeto e cuidado. Para Kathy, o amor é a única coisa que pode mudar o mundo.

 

 

Alberta King

Alberta Williams King foi a mãe de Martin Luther King Jr., ativista e líder do movimento por direitos civis nos Estados Unidos. Ela tocava órgão na igreja e foi fundadora do coral da Ebenezer Baptist Church, além de estar envolvida em grupos como a National Association for the Advancement of Colored People e a Young Women’s Christian Association, mas seu principal legado foi criar os três filhos com um enorme senso de amor próprio e respeito por suas origens.

Para Alberta, a segregação pela qual passava a população negra norte-americana e que só teve fim nos anos 1960 era uma condição imposta, não uma lei natural. Conforme escreveu Martin Luther King: “Ela deixou claro para nós que se opunha a esse sistema e que eu nunca deveria permitir que me fizessem sentir inferior.”

 

Princesa Diana

Diana Frances Spencer, que se tornou Princesa de Gales em 1981, foi uma figura pública adorada por muitos, graças à sua personalidade carismática e generosa. Ela usou seu status como integrante da família real britânica para ajudar hospitais infantis e conscientizar as pessoas sobre o perigo de minas terrestres, além de prestar assistência a pacientes com AIDS, câncer e doenças mentais.

Além de seu trabalho relacionado à caridade, Diana era considerada um ícone fashion de sua época. Vítima de um acidente automobilístico, a princesa faleceu em 1997, quando seus filhos tinham apenas 15 e 12 anos. O mais velho, Príncipe William, deu continuidade ao legado humanitário da mãe, tornando-se patrono da organização filantrópica Child Bereavement, que apoia famílias que perderam entes queridos.

 

Lou Xioaying

Embora fosse uma mulher pobre e sem estudos, a chinesa Lou Xioaying conseguiu salvar a vida de dezenas de crianças abandonadas, em Jinhua, na China. A partir de 1972, ela resgatou e adotou mais de 30 bebês encontrados no lixo. As crianças eram deixadas pelos pais devido à extrema pobreza e ao decreto do governo chinês de que cada família poderia ter apenas um filho. Na época em que começou a resgatar os bebês abandonados, Xioaying já tinha uma filha biológica.

Trabalhando como catadora de lixo, Xioaying e seu marido conseguiram ficar com quatro das crianças abandonadas, sendo que o filho mais novo foi resgatado quando o casal já passava dos 80 anos de idade, mas eles encontraram famílias que pudessem tomar conta dos demais. “Essas crianças precisam de amor e cuidado. São vidas humanas preciosas. Eu não entendo como as pessoas podem simplesmente deixar bebês tão vulneráveis na rua”, disse essa verdadeira heroína.

 

Angelina Jolie

A cineasta e atriz Angelina Jolie, vencedora do Oscar por sua atuação em Garota Interrompida, sempre demonstrou interesse em ajudar os outros. Ela é conhecida por seus trabalhos humanitários e relevante atuação como embaixadora das Nações Unidas, tendo percorrido mais de 30 países do mundo prestando auxílio e promovendo a educação de pessoas necessitadas, principalmente refugiados.

Seu envolvimento com as causas sociais começou em 2000, quando Angelina filmou Lara Croft: Tomb Raider no Camboja. Na época, ela adotou um bebê cambojano e posteriormente se tornou mãe adotiva de mais duas crianças, uma da Etiópia e outro do Vietnam (além disso, teve três filhos biológicos com o ator Brad Pitt). Em 2017, Angelina produziu e dirigiu o premiado longa-metragem Primeiro, Mataram o Meu Pai, a história real de uma criança cambojana que perdeu a família durante o cruel regime Khmer Rouge.

 

Mary Kay Ash

A empresária norte-americana e mãe solo de três crianças Mary Kay Ash tinha 45 anos quando fundou a companhia de cosméticos Mary Kay, em 1963. Graças ao seu esforço e talento para os negócios, a empresa acabou se tornando uma franquia bilionária, com atuação em dezenas de países.

Mary Kay iniciou sua carreira profissional vendendo livros de porta em porta, enquanto o marido lutava na Segunda Guerra Mundial. Eles se divorciaram na década de 1940, mas a jovem continuou trabalhando na área de vendas. Quando resolveu criar seu próprio negócio, Mary Kay era uma das principais vendedoras da empresa onde trabalhava, mas nunca conseguia ser promovida. Então, ela resolveu usar sua habilidade e experiência para criar a própria franquia, que acabou dando empregos a mais de 800 mil mulheres. Muitas das consultoras da Mary Kay obtiveram sua independência financeira graças ao empreendedorismo de sua fundadora.  “As pessoas às vezes se sentem insignificantes e duvidam que possam fazer a diferença no mundo. Bem, acredite em mim, uma pessoa pode”, afirmou a empresária.

 

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