Economia e Mercado

Perspectivas para o mercado imobiliário em 2020

Após o carnaval, a economia permanece aquecida, com otimismo no segmento por conta da queda na taxa de juros e previsão de crescimento do mercado imobiliário entre 10 e 15%

 

A hora de comprar um imóvel é agora. O setor imobiliário é um dos que mais tem crescido desde o segundo semestre de 2019, com a retomada da confiança dos investidores no cenário econômico brasileiro. Os resultados positivos podem ser observados no aumento da oferta de lançamentos e também da venda de unidades residenciais, além da alta nos rendimentos de fundos imobiliários. No ano passado, o segmento foi responsável por 10% do total de novas contratações em regime CLT do país.

Superando uma baixa de aproximadamente cinco anos, foram construídas no último ano mais de 40 mil novas unidades em São Paulo, conforme pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). O setor da construção civil, que movimenta cerca de R$ 60 bilhões ao ano, fechou 2019 com crescimento de 11% no que diz respeito aos lançamentos de imóveis. Já os indicadores imobiliários nacionais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) contabilizaram um aumento anual de 16% em relação ao período anterior, no que diz respeito à venda de imóveis no país.

O segmento imobiliário passa por transformações, especialmente no Brasil. Os consumidores atuais buscam por serviços personalizados e soluções rápidas para seus problemas. Nesse contexto, as empresas precisam oferecer produtos sustentáveis e tecnológicos, para clientes cada vez mais exigentes, atendendo a uma demanda crescente por imóveis de qualidade.

 

Oportunidade de investir

Com as taxas de juros favoráveis e o retorno do crédito ao mercado, a busca por imóveis como forma de investimento tende a se ampliar, com boas oportunidades para quem pretende comprar ou vender. Já para os inquilinos que procuram um imóvel para alugar, essa é a última chance de obter contratos com negociações vantajosas, pois a tendência é de alta nos valores de aluguéis.

O fato é que investir nesse mercado tem sido um ótimo negócio. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a demanda habitacional no Brasil será de 14 milhões de moradias até 2025. Um dos nichos que permanece aquecido é o dos micro apartamentos (imóveis com até 40 m2), porque a retomada econômica tende a levar profissionais jovens e solteiros às grandes metrópoles.

Nesse contexto, os investidores de fundos imobiliários observaram uma alta de 8% no rendimento médio dos dividendos no ano passado, um referencial que supera o CDI e se mostra mais lucrativo do que os tradicionais investimentos em renda fixa, conforme levantamento do InfoMoney. Além disso, estudos da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), apontam que ao final de 2019 os fundos imobiliários contavam com um patrimônio líquido de R$ 105 bilhões – um aumento considerável, se comparados aos R$ 85 bilhões do ano anterior.

 

 

Juros baixos e demanda reprimida

Outro fator que impulsionou o mercado imobiliário, em 2019, foi a queda da taxa Selic, com juros que chegaram a 4,5% ao ano – a menor taxa histórica. Essa redução causou um impacto direto na demanda por crédito imobiliário e nas linhas de financiamento, o que impulsionou principalmente os números de imóveis novos residenciais.

Os resultados de 2019 consolidaram o otimismo: com os juros baixos e a geração de novos empregos, a confiança dos consumidores foi resgatada, o que resultou em um aumento das vendas e maior valorização dos imóveis. “O mercado imobiliário, principalmente de alto padrão, é diretamente impactado pelo humor do consumidor. Esse cenário econômico apresentado no ano passado, de forma mais auspiciosa, causou um incremento de vendas na nossa empresa de aproximadamente 90%”, afirma Túlio Vilela Lima, sócio e CEO da Esquema Imóveis.

Segundo indicadores da Abecip, ao final do ano passado, mais de 230 mil novas unidades haviam sido financiadas no país, tanto para construção como para aquisição. Nessa trajetória de recuperação, a cidade de São Paulo é a que mais se destaca entre as principais capitais brasileiras.

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) mostra a retomada do segmento

 

O reaquecimento econômico também afeta a venda e a locação de imóveis comerciais, que haviam sofrido uma alta taxa de vacância (23%) nos últimos anos, mas voltam a ter representatividade no mercado com a abertura de novas empresas. A demanda por espaços para abrigar esses novos negócios deve restabelecer o setor ao patamar em que se encontrava antes do período de crise, situando a taxa de vacância em torno de 10%.

Com todos esses fatores a seu favor, a previsão é de que o mercado imobiliário brasileiro continue em alta em 2020, com estimativas de crescimento variando entre 10 a 15%. Especificamente em São Paulo, que teve um crescimento de 70% no número de lançamentos e de 60% nas vendas desses lançamentos no ano passado (segundo dados do Secovi), as perspectivas são extremamente favoráveis. Ou seja, o investimento em imóveis se mostra cada vez mais seguro e rentável, principalmente no atual momento econômico. Hoje, mais do que nunca, ter um imóvel é um excelente negócio.

 

Confira as casas, apartamentos e coberturas que chegaram ao mercado em 2020 na Esquema Imóveis.

 

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