Comportamento

O sentido do Pessach judaico

Este ano, o Pessach (também conhecido como a Páscoa judaica ou Festa da Libertação) acontece de 8 a 16 de abril, marcando o início da primavera em Israel, do dia 15 ao dia 22 do mês hebraico de Nissan. Trata-se de uma celebração em homenagem à libertação dos judeus da escravidão no Egito. A palavra “pessach”, em hebraico, significa “passagem”.

Conforme a tradição da Torá (o livro sagrado do judaísmo), o Pessach foi celebrado pela primeira vez há mais de 3 mil anos, quando Deus enviou as dez pragas do Egito. Antes da décima praga, o profeta Moisés instruiu cada família hebraica a sacrificar um cordeiro e molhar os umbrais das portas com esse sangue, para que não fossem mortos seus primogênitos.

Quando anoiteceu, os hebreus comeram a carne do cordeiro, acompanhada de ervas amargas e pão ázimo. O anjo de Deus matou apenas os primogênitos egípcios e, por isso, o medo da ira divina levou o Faraó a libertar o povo de Israel, que partiu em êxodo pelo deserto.

Para relembrar essa libertação, instituiu-se que todas as gerações do povo hebraico deveriam observar o sacrifício do Pessach. Durante oito dias, são eliminados os alimentos fermentados, podendo ser ingerido apenas o pão ázimo (matsá). Nas duas primeiras noites da celebração, as famílias se reúnem para o Seder, em que se conta a história do Êxodo.

Após a saída do Egito, a liberdade conquistada pelos judeus transformou a natureza essencial de todo o povo, com o ensinamento de eles que jamais se sujeitassem à servidão novamente. Essa redenção obtida, segundo os estudiosos, renova-se constantemente – por isso a necessidade de oferecer o sacrifício do Pessach.

A festa é, sobretudo, uma oportunidade de se redimir e de se libertar daquilo que não faz bem. Em tempos tão difíceis como os que vivemos, a esperança e o conforto oferecidos pela espiritualidade são formas de compreender que alguns sacrifícios são necessários – porém, toda boa ação eventualmente é recompensada.

 

Dica:

O Príncipe do Egito (1998)

Uma produção da Disney, o filme é baseado no livro do Êxodo e conta a história de Moisés, um judeu criado como príncipe do Egito, mas que acaba descobrindo suas verdadeiras origens e decide abandonar o palácio para salvar seu povo da escravidão – o que culmina na travessia do Mar Vermelho, que se abre para que os hebreus passem e alcancem a libertação.

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